Nó
Estou perdidamente emaranhada
em seus fios de delícias e doçuras.
Já não encontro o começo da meada,
não sei nem mesmo
se há uma ponta de saída,
ou se a loucura
vai num ritmo crescente
até subjugar a minha vida.
Não importa.
Quero seus nós de seda
cada vez mais cegos e apertados
a me costurar nas malhas e nos pêlos.
Enquanto você me amarra,
permanece atado
na própria trama redonda do novelo.
Flora Figueiredo
Amor a céu aberto, Editora Nova Fronteira, 1992 - Rio de Janeiro, Brasil
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domingo, 15 de julho de 2007
Nó
terça-feira, 10 de julho de 2007
Beijo
Como ele é doce!
Como ele trouxe,
Flor,
Paz a meu seio!
Saciar-me veio,
Amor!
Saciar-me? Louco...
Um é tão pouco,
Flor!
Deixa,concede
Que eu mate a sede
Amor!
Talvez te leve
O vento em breve,
Flor!
A vida foge,
A vida é hoje,
Amor!
Beijo de
João de Deus
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